Vulnerável

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É uma tristeza já conhecida, e é exatamente por isso que eu me odeio por estar aqui de novo, no mesmo lugar. Isso já começou e recomeçou milhões de vezes. Eu já prometi que não iria mais sentir isso, mas como controlar? É como se eu não entendesse. Refaço esse caminho mais uma vez. Quero aprender. Assim como quero aprender a ter novos hábitos, quero mudar nesse aspecto também. Chega de me entristecer com o que espero dos outros. Espero tanto, recebo tão pouco. Mas isso não é culpa de quem não entrega, mas de mim que espero demais. É aí que está o erro. Não dá para controlar os outros, logo, preciso controlar o que eu consigo, que é o meu lado da situação. Para ajudar no aprendizado, vou escrever. Trinta dias escrevendo e pensando em mim. Bem egoisticamente. Individualista, egocêntrica. Parecem xingamentos, né? Também acho. É engraçado como pensar em nós, colocar a gente em primeiro lugar, soa sempre como algo negativo. Preciso mudar esse pensamento. Medo da desconsideração. Também preciso trabalhar isso. Essa vulnerabilidade ao outro. Nesse primeiro dia sinto que não vai ser fácil. Nunca passei do terceiro ou quarto dia, na real. Com humildade, volto ao início dessa caminhada. Meu problema também é amar demais. Por amar demais, deixo meus sentimentos comandarem as coisas, o que está bem errado. Que tal trocar amar os outros demais por ME amar demais? A vida passa muito rápido e na última semana vivenciamos isso na prática. O quanto a vida é frágil e o quanto em um segundo tudo se perde. Passa. Desaparece. Então chega de passar com a canequinha mendigando o amor e a atenção dos outros. Quem me dá atenção e amor sou eu mesma. Fim do primeiro dia!

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Dia Especial

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“Eu sei que não é sempre que a gente encontra
Alguém que faça bem e nos leve desse temporal”

(Dia Especial – Pouca Vogal)

O mundo é assim grandão, tem gente a beça nele, mas de vez em quando alguns encontros maneiros fazem a gente sorrir. De graça, mesmo. Por nada. Algumas conexões acontecem de um jeito tão forte que é impossível fingir que nada está acontecendo. Então resolvi deixar registradinho aqui. Que o temporal passou, e a culpa foi sua. Obrigada 🙂

Direto de 2005

“Vai, me conta dela”, eu pedi.
Ele ficou um pouco sem graça. Será, afinal que eu ainda tinha intimidade o suficiente para perguntar assim, de forma tão direta, sobre a nova namorada dele?
“Ela é bonita. Carinhosa, romântica…”, ele disse
“Tá, tá” interrompi  “Agora tira ela do pedestal onde você coloca todas as suas garotas e me diga como ela é realmente”
Ele sorriu. Ficou calado um tempo.  “Você sabe que é uma das poucas que ainda ocupa lugar nesse pedestal, não é?”
“O plural na sua frase é o que me incomoda, sabia?”
Rimos… Juntos… Como sempre…
Tão bom perceber que um tempo separados não muda nada. Absolutamente nada…